LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA/ 6º SEMESTRE – EIXO VI
INTERDISCIPLINA:
SEMINÁRIO INTEGRADOR V
ALUNO: EDIVAN MACHADO DE OLIVEIRA
SEGUNDO RELATÓRIO
Através da proposta da nova atividade construída pela Interdisciplina Seminário Integrador IV, fui motivado a criar um novo relatório de um Projeto de Aprendizagem, “tecendo” uma nova avaliação referente ao mesmo. O PA escolhido pela coordenação da Interdisciplina para que eu comentasse pertence às alunas MARIA APARECIDA EVALDT BOFF, MINEIDE CARDOSO MENGUE HAINZENREDER, ROSIMERI HERTZOG CARDOSO e TÂNEA MENGUE SCHANCK. O trabalho das mesmas tem como tema: TC Fashion.
Sendo assim, considerei favorável reformular alguns pensamentos e concepções construídas para o primeiro relatório. Quando citei, no mesmo, que o trabalho de pesquisa do grupo “rompeu com a fragmentação”, estava querendo anunciar o processo desenvolvido para se conseguir levantar as questões de investigação, que deveriam integrar o projeto de aprendizagens (mostrar os processos que no PA foram diferenciados da educação tradicional); Sendo assim, meu objetivo nesta abordagem não era questionar o que é pesquisa, como ela era e como passou a ser vista e entendida no momento (não a maneira como um tema ou assunto era abordado no modo tradicional e como deve e foi abordado no PA); mas sim, relevar os processos utilizados para se chegar até uma pesquisa.
Durante o PA, inicialmente o grupo foi valorizado como sujeitos do conhecimento, levando em conta suas dúvidas, curiosidades e indagações e, a partir destes conhecimentos prévios, valores, crenças, interesses e experiências, começaram a interagir com o objeto de conhecimento (o PA), procurando definir os caminhos a seguir.
Deste modo, antes de chegarem a realizar uma pesquisa que procurava refletir uma curiosidade, um interesse do grupo, vivenciaram inúmeras etapas que vieram engrandecer a pesquisa, posteriormente, em seu processo (neste caso caberia destacar a maneira como um tema ou assunto era abordado no modo tradicional e como deve e foi abordado no PA; mas este não era o meu objetivo neste comentário). Posso citar aqui, as certezas e dúvidas provisórias e o mapa conceitual a partir delas. Estes instrumentos utilizados e colocados em prática pelo grupo é que veio romper com a fragmentação disciplinar, aonde o conhecimento no ensino tradicional era imposto e os alunos tinham que tomar como verdade absoluta, sem questionar ou indagar sobre elas.
Entretanto, quando afirmei que nessa metodologia de aprendizagem, o aluno foi o “coadjuvante”, acabei me contradizendo. Pois se observei no relatório anterior que o PA do grupo veio romper com o ensino tradicional, justamente por utilizar desde o seu cerne, processos diferenciados, aonde o aluno foi o atuante principal, exatamente pela atividade ter nascido e “dependido” das dúvidas, curiosidades e indagações destes (sem elas, o PA não conseguiria cumprir com o seu objetivo, nem muito menos, ganhar “corpo”); cada integrante do grupo TC FASHION, juntamente com os colegas de equipe e com o professor, logicamente, acabaram sendo um dos “atores principais”.
Todavia, ao expor que a reflexão produzida por uma pesquisa (no contexto dos PAs) possibilita “superar” o ativismo que seguidamente pode limitar os resultados de uma atividade, estava querendo dizer que o aluno ao ter tomado consciência de suas dúvidas temporárias e certezas provisórias (processo/método conhecido neste PA), teve que aprender articular estas informações com conhecimentos anteriormente adquiridos e gerenciar o seu desenvolvimento, ao invés de, somente ter pesquisado um assunto já formulado e existente, sem que houvesse tido espaço para que reflexões (articulação dos conhecimentos) ocorressem.
Deste modo, a palavra ativismo veio com a idéia de na divisão do trabalho, uma pessoa ter exercido uma função sobre muitas, ou seja, de uma pessoa ter definido um tema, um assunto e subitens a serem pesquisados, para o grupo de alunos que formaram o grupo Tc Fashion. Sendo assim, quando dispus anteriormente a esta palavra o item “superar”, quis dizer que o PA do grupo não vivenciou esta situação de ativismo, e consequentemente, por terem construído caminhos próprios (com orientação e acompanhamento dos tutores e professora), obtiveram resultados mais benéficos do que se o ativismo tivesse se concretizado em seu PA.
Finalmente, quando narrei que as pesquisas que partem de problemas e hipóteses possibilitam superar a concepção empirista, segundo a qual o conhecimento se origina da observação, estava querendo falar do empirismo no sentido dele ser uma reprodução do autoritarismo, da coação, da heteronomia, da subserviência, do silêncio, da morte da crítica; e estava querendo falar de observação, no sentido, em que tudo pode ser observado, mas nada destas observações podem ser expostas, a não ser, quando o detentor do saber (o professor) julga conveniente.
O professor ensina e o aluno através do que observa e escuta deste “detentor do saber” aprende; É o modelo, por excelência, do fixismo, da reprodução, da repetição. Estes fatos vão ao contrário do que o grupo vivenciou no seu projeto de pesquisa. Estes alunos desenvolveram nele sua capacidade de problematização e conseguiram através deste exercício definir as suas certezas e dúvidas provisórias. Isto constituiu uma característica de trabalho investigativo, já que o ambiente do projeto esteve, a todo o momento, aberto a explorações e interações indo ao contrário da versão nada de novo pode - ou deve – acontecer, da pedagogia Empirista.
Comments (1)
Eliana Ventorini said
at 11:37 pm on May 9, 2009
Oi, Edivan!
Obrigada pelos esclarecimentos! Nessa 2ª versão do trabalho, amplias os argumentos, explicitas mais teu pensamento, tuas idéias, procurando dar conta dos pontos que tinham ficado vagos na primeira versão do relatório. Percebes que esse exercício da argumentação e da explicitação das tuas idéias torna mais rica nossa comunicação? Forneces mais elementos, mais indícios do que pensas sobre o ensino e do quanto a metodologia de projetos de aprendizagem pode s constituir em uma prática pedagógica possível e transformadora.
Só te peço que faças uma cópia dessa 2ª versão e a leve lá para a página em que publicastes o 1º relatório (sem apagar o 1º, claro). Assim, teremos uma visão mais completa dos teus movimentos, das tuas reflexões nos dois relatórios, o que mudou no segundo em relação ao primeiro! Pode ser? Vamos concentrar em um único lugar as etapas das atividades, para que não fique um “pouco cá e um pouco lá”!
Obrigada, mais uma vez! E seguimos conversando.
Um forte abraço,
Profa Eliana – Seminário Integrador/TC
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